
A Ciência já demonstrou que a obesidade é uma alteração crônica, progressiva, inflamatória e multifatorial. Isso significa que ela não pode ser tratada como um problema pontual, nem como algo que se resolve apenas com uma intervenção curta ou de efeito rápido. Como acontece com a asma ou a hipertensão, a obesidade precisa de manejo contínuo e real engajamento dos pacientes para que seja controlada.
É justamente por isso que o tratamento medicamentoso da obesidade não deve ser visto como temporário por definição. Os novos medicamentos usados para tratar o excesso de peso, popularizados como canetas emagrecedoras, ajudam no controle da doença, mas não a curam. Eles atuam sobre mecanismos biológicos que regulam fome, saciedade e gasto energético. Assim, em muitos casos, seu uso precisa ser contínuo ou prolongado para evitar o reganho de peso.
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