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Fifa estuda mudar regra de cartões amarelos na Copa do Mundo

Entidade máxima do futebol planeja “zerar” as advertências após as quartas de final para que craques não fiquem fora de decisão

28/04/2026 às 13h29 Atualizada em 28/04/2026 às 13h49
Por: Tomas Lucas Fonte: Placar
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A cobiçada taça da Copa do Mundo – Noushad Thekkayil/EFE
A cobiçada taça da Copa do Mundo – Noushad Thekkayil/EFE

Fifa planeja implementar uma mudança significativa no regulamento disciplinar da Copa do Mundo. A entidade pode instituir uma nova regra que prevê o “perdão” total de cartões amarelos acumulados logo após a fase de quartas de final. O objetivo central é garantir que as seleções finalistas possam contar com força máxima, evitando que jogadores fiquem suspensos da grande decisão por critérios administrativos de acúmulo de advertências.

Atualmente, a regra já prevê uma limpeza dos cartões após as quartas, mas ela serve apenas para que um jogador não chegue à final suspenso se levar o segundo amarelo na semifinal. No entanto, se um atleta receber o segundo cartão amarelo justamente no jogo das quartas de final, ele ainda é obrigado a cumprir suspensão na semifinal.

A nova proposta da entidade quer ampliar esse fôlego. A ideia é que, ao término das quartas de final, todo o histórico anterior de cartões seja deletado. Assim, um jogador que chegue às semis “pendurado” não correria o risco de ser punido com a ausência no jogo seguinte por uma falta leve, a menos que seja expulso diretamente ou receba dois amarelos no mesmo jogo, o que resulta em um vermelho.

A discussão sobre essa mudança não é nova, mas ganhou força técnica nos últimos meses. O departamento de competições da Fifa argumenta que o público e os detentores de direitos de transmissão querem ver os melhores jogadores em campo nos jogos que decidem o título.

Historicamente, casos como o do alemão Michael Ballack, em 2002, que ficou de fora da final contra a seleção brasileira por levar o segundo amarelo na semifinal, são usados como exemplo de como a regra antiga pode “punir” o espetáculo. Com a nova diretriz, a Fifa espera que o jogo ganhe em qualidade técnica e que os atletas possam atuar com menos receio de intervenções disciplinares burocráticas nas fases agudas.

A nova regra, contudo, não se aplica a cartões vermelhos. Se um jogador for expulso em uma semifinal, ele continuará cumprindo a suspensão automática na final, independentemente da gravidade da falta. Além disso, casos de agressão ou conduta antidesportiva grave continuam sujeitos a julgamentos pelo Comitê Disciplinar, que pode ampliar as penas para além de uma partida.

A medida ainda precisa ser ratificada pelo Conselho da Fifa e testada em torneios menores organizados pela entidade antes de ser oficialmente carimbada para a próxima Copa do Mundo. A International Football Association Board (IFAB), órgão que regula as leis do futebol, também acompanha o processo para garantir que a mudança não estimule o jogo violento nas fases iniciais. Nos bastidores, as confederações como Uefa e Conmebol viram a proposta com bons olhos.

 

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